| Pobre TI, já não é mais estratégica... |
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| Sex, 17 de Abril de 2009 15:44 |
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A Tecnologia da Informação deixou de ser estratégica? É verdade, a TI não é mais estratégica porque agora é indispensável, imprescindível para a sobrevivência de qualquer negócio, em todos os segmentos. Até mesmo um simples vendedor ambulante que, em muitos casos, sequer tem conta-corrente, faz parte de uma cadeia de suprimentos que, para existir, depende de tecnologia. Por mais simples que seja o abastecimento de seu negócio, seu fornecedor certamente utiliza sistemas de TI para planejar, produzir, vender, distribuir e receber. Ou seja, mesmo que indiretamente, a tecnologia viabiliza o negócio do ambulante. Em seus primórdios, a TI era tratada simplesmente como processamento de dados e encarada como um recurso para dar suporte a alguns processos de negócio dentro da organização, particularmente os administrativos e financeiros, de uma maneira geral o chamado back office. A ruptura deste modelo ocorreu quando a tecnologia saiu dos bastidores para melhorar a eficácia do front office. O desconforto de aguardar a caixa do supermercado digitar os preços na máquina registradora foi substituído pelo simplicidade de um leitor de código de barras fazendo a mesma coisa, mais rápido e sem erros. Não dá hoje para imaginar um mundo sem caixas eletrônicos, PDV’s, terminais de auto-atendimento em aeroportos, terminais de recarga de celulares pré-pagos, cancelas automáticas para controle de estacionamento, pedágio eletrônico, os portais de serviços dos bancos na Internet, o Google para buscarmos informações, o GPS em nossos carros e outras milhares de aplicações sem as quais a gente não sabe mais como sobreviver. Estes exemplos mostram como a tecnologia mudou o relacionamento entre o mundo corporativo e seus clientes. Antes, esta relação era estabelecida simplesmente entre pessoas. Depois, passou a ser feita utilizando a tecnologia como um instrumento para aproxima-las das empresas, melhorando seu relacionamento. Ou seja, hoje a tecnologia realmente trabalha para servir melhor ao ser humano. É uma mudança e tanto. As companhias aderiram de imediato a esta realidade e na medida em que os recursos se tornaram mais baratos, mais e menores empresas passaram a utilizar os recursos de TI nos seus processos de negócio. Esta crescente adesão atribuiu à tecnologia o adjetivo de estratégica, o que perdurou durante muito tempo. Faz algum tempo, de uma garagem saiu um pequeno computador e a visão de fazer dele um eletrodoméstico. Pronto! Foi uma grande evolução, mas o melhor estava por vir. Aterrorizada pela iminência de uma guerra nuclear em que a destruição dos centros de processamento de dados resultaria em uma catástrofe, veio a idéia de uma grande rede, em que a queda de um ponto não resultaria no colapso de todo o sistema, uma vez que caminhos alternativos se encarregariam de manter o fluxo de informações. E assim, do terror da hecatombe nuclear, nasceu a Internet e um novo perfil de usuário. Neste momento, em que a exposição à TI criou usuários ainda mais exigentes e com conhecimento do potencial que surgia, a tecnologia finalmente conquistou o status de indispensável. Tão importante quanto a energia elétrica, hoje seria impossível pensar em um mundo sem ela. No mundo corporativo, este cenário tornou-se ainda mais claro. Sendo a informação um bem que agrega valor, as companhias necessitam fazer de sua TI um diferencial competitivo, buscando soluções que peçam investimentos mais enxutos e ao mesmo tempo otimizem a performance e tragam bons resultados para os negócios. A TI está cada vez mais presente no dia-a-dia das corporações, desde a automação dos processos produtivos e administrativos, logística e em tudo gira em torno da informação que ela pode gerar. Sem tecnologia a empresa pára, mas o mercado não, o que implica perda de clientes e market share. Não se trata mais de estratégia, trata-se de sobrevivência e a adesão é compulsória. Hoje, a sobrevivência requer segurança, eficácia e alta disponibilidade da infra-estrutura de TI para viabilizar serviços continuos e de qualidade aos clientes. Serviços esses baseados em processos e sistemas cada vez mais eficazes. Este é o cenário atual onde a TI passou de coadjuvante à protagonista na criação e manutenção de relações de negócio duradouras e rentáveis. |




